terça-feira, novembro 16, 2004

"Hoje"



Hoje completei-me
no sentido do ser e estar
que tanto julgamos
no etéreo das frases
e pouco usamos
na vivência de se ser
e estar realmente felizes.

Hoje me vi em determinados
momentos sensíveis e sensitivos,
onde a insignificância do lutar em vão
se retraiu e absorto
deixou o brilho se espairecer
por entre as têmporas da vida
e florescer em forma de flores do campo.

E ao me ver,
vi que sou mais do que
vejo que sou quando penso
sobre o que sou...

E, desde então, pareço-me longínquo,
mais real,
um pouquinho menos atacado pela solidão,
vibrando como se tem que vibrar,
vivendo como se tem que viver,
pulsando como se pudesse amar,
amando como se pudesse sobreviver,
soprando como se soubesse soprar,
errando para o poeta sempre escrever...


Fiquem em paz...
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